No dia 10 de fevereiro, sexta-feira, o
Movimento em Defesa do Calçadão se reuniu, com diversos segmentos da sociedade,
no espaço da Câmara Municipal de Ituiutaba, para tratar do Projeto de
Revitalização apresentado pelo pequeno grupo que se autonomeou "Guardiões
do Calçadão" – e que prevê a abertura de uma rua no meio do Calçadão da
Av. 15.
Estiveram presentes estudantes, professores,
presidentes e representantes de Associações de bairro, artistas, profissionais
liberais, dentre tantos outros cidadãos, todos essencialmente indignados com a
simples possibilidade de abertura de rua – ao trânsito de veículos - no
Calçadão da Av. 15, em incompreensível desvalorização do pedestre e da
convivência humana.
Esteve presente ainda, a vereadora Ana
Márcia, que após, junto aos demais presentes, ter acesso ao Projeto oficial do
grupo que quer a revitalização com abertura de rua no Calçadão, declarou seu
apoio incondicional à causa do Movimento em Defesa do Calçadão, que é na
verdade do povo de Ituiutaba. Ou seja, garantir que não se abra rua em tal
espaço público.
Também o DCE - Diretório Central dos
Estudantes - da UFU - Universidade Federal de Uberlândia, por numerosos estudantes
presentes à reunião, declarou, formalmente, seu apoio à causa do Movimento em
Defesa do Calçadão, bem como grande indignação em relação ao indigitado
projeto.
Cabe esclarecer que a reunião foi marcada
e pontuada pela informação honesta e objetiva. Assim, o Projeto Arquitetônico
encomendado pelo grupo que se intitula de “Guardiões do Calçadão” foi
detalhadamente apresentado através de datashow (projetor) – não deixando
qualquer dúvida em relação ao intento de abertura de rua no local do Calçadão;
ainda que, o mesmo grupo teime em tentar desinformar a população, dizendo se
tratar apenas de uma “via de acesso” ou “pista de rolamento”- com asfalto que o
diga. Ou seja, todos sinônimos de rua.
Na oportunidade foram
feitos ainda, diversos depoimentos, todos no sentido de rejeitar o famigerado
projeto; inclusive foi possível escutar depoimento de cidadã que se apresentou
como “mãe”, e que teve a infância e adolescência marcada pela saudável
convivência no Calçadão; e hoje vê o espaço como fundamental para o lazer dos
filhos, crianças que também compareceram à reunião – e apesar de pequenos já
souberam expressar a vontade de continuarem a frequentar o local. O que, como bem
sabe a “mãe” indignada, só será possível aos pequenos, se for garantido à
população, pelo Poder Público, que não haverá abertura de rua no local. Enfim,
a única forma de se garantir que grandes e pequenos possam circular no local
com liberdade e segurança.
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